A Sede Traiçoeira
Foi no ano de 2003/4. Conseguimos uma sede em zona nobre e central de Porto Alegre! Avenida Borges de Medeiros, Viaduto Otávio Rocha! Maravilha.
Só que não: passamos soldando ferros e arames farpados na vã tentativa de impedir que POR CIMA ladrões entrassem na sede e se servissem, como bem entendiam ser seu direito.
Era o pessoal da AGEI e contratados soldando cercas e fechaduras e os ‘DE FORA” se dedicando a quebrar e a abrir! Gato e Rato literalmente! Até que numa madrugada, gente mais viva ainda entendeu o negócio: -encostaram carroças e levaram todo o ACERVO dos Escritores Independentes da AGEI, já que por haver espaço servia também de armazenamento de ...LIVROS! Não imaginamos quanto e como repartiram o resultado os DE FORA. Sabemos que logo em seguida, começamos a descobrir nossos livros novinhos em muitos e diversificados SEBOS! Mas acreditamos que muitos volumes foram mesmo vendidos como papel velho!
Desse evento, resultaram outras bolas nas costas, como processos de nossos Associados e Acordos Indenizatórios. Justos, claro. Mas também houve a primeira grande crise com associados se afastando. Digamos que a AGEI nunca mais foi a mesma. Sequer anuidade não mais foi cobrada, embora o acordo indenizatório com os Associados fosse tomar a medida por três anos apenas.
Nossas Coletâneas cooperativadas também tiveram PREJUÍZOS dos ‘desatentos’ que não pagaram e não se justificaram. A maioria desses também nunca mais apareceu. Ainda bem!
SUCESSO E TRAIÇÃO AO FINAL
Por exemplo, o Projeto Vivapalavra que nasceu para fazer da AGEI um Ponto de Cultura do Minc. Nosso caminho foi integrar a Rede de Pontos de Cultura ligada à Saúde em geral e ao Grupo Hospital Conceição, em particular. Trabalhamos primeiro na elaboração do Projeto que era muito, muito burocrático e cheio de detalhes complicadíssimos, além, é claro, de correr por todos os documentos legais e oficiais com todos os selos, carimbos e assinaturas. Resultado: Projeto Aprovado, estávamos inscritos e em reuniões preparatórias para o ponta pé inicial: coisa FEDERAL, 80 mil reais, para fazer da AGEI uma pequena gráfica que a tornasse autossuficiente como Entidade Cultural e respondesse às necessidades de editar livros em pequenas quantidades e com qualidade tecnológica. O Projeto foi executado em cada um dos seus objetivos. A Diretoria e alguns Associados abnegados trabalharam e trabalharam, com a mão na massa literalmente, DE AVENTAL E TUDO. Porém, o dinheiro Federal esse foi estranhamente SUSTADO, trancado, desconectado da AGEI, porque a nova Ministra da Cultura (ANA DE HOLANDA), do primeiro governo Dilma, 'não gostava do programa Cultura Viva/Pontos de Cultura e iria desativá-lo. Simples assim.
Mas o sucesso das oficinas do Projeto Vivapalavra foi tão poderoso que até hoje o Grupo que se formou do nosso trabalho de esperança frustrada, mas com a gratuidade de que nos orgulhamos (levando encontros e oficinas culturais a vários públicos da saúde) vigora até hoje no Grupo de Poesia e Performance que dele e da AGEI se originaram e pisam palcos em Porto Alegre e em todo o Rio Grande.

Zaira, Jussara e Beatriz usando os aventais de Vivapalavra.
Ainda tivemos como ponto alto nesta odisseia do Projeto, a participação massiva da AGEI no PANO POETICO em homenagem ao aniversário do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre;

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| Conceição Hyppolito, Fernanda Blaya e Adélia Einsfeld numa pausa em apresentação do Grupo Vivapalavara. |

Zaira, Jussara e Beatriz usando os aventais de Vivapalavra.
Ainda tivemos como ponto alto nesta odisseia do Projeto, a participação massiva da AGEI no PANO POETICO em homenagem ao aniversário do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre;

SÓ SUCESSO
Penso aqui, sozinho à noite
Que pena eu não estar lá
Minha casa tem laranjeiras
Onde canta sim um sabiá.
Minha casa tem amores
-Toda a minha família se encontra lá! -
Em pensar sozinho à noite
Que saudade isso me dá!
(José Roberto)
Pois , este José Roberto foi aluno da 'Oficina de Versos' que uma Equipe da AGEI, sob a coordenação de Zaira e Theresa, realizaram numa Escola Fundamental que oferecia
complementação escolar para homens apenados em situação de regime semiaberto. Foi um técnica também simples, muito bem aproveitada por todos que participaram.
Esta foi uma das iniciativas da AGEI junto a públicos inéditos quanto a vivências literárias.

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